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 espetáculos e grandes textos

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STRANGE**
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MensagemAssunto: Re: espetáculos e grandes textos   Qua Jul 18, 2012 8:01 am

"Os Sete Gatinhos",






"Os Sete Gatinhos", que ganhou uma adaptação de Nelson Baskerville (o mesmo de "Luis Antonio - Gabriela") no início do ano, terá duas apresentações, nos dias 21 e 22 de julho, no Itaú Cultural (centro), com entrada gratuita
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MensagemAssunto: Re: espetáculos e grandes textos   Sex Ago 24, 2012 12:01 pm

Centenário de Nelson Rodrigues


Nunca um dramaturgo retratou com tanta ironia, sofisticação e propriedade a hipocrisia e as perversões da sociedade brasileira quanto Nelson Rodrigues. Jornalista policial e esportivo desde a adolescência, o autor encontrou em sua experiência profissional e em suas tragédias pessoais a inspiração para suas 17 peças, nove romances e inúmeros contos da série “A Vida Como Ela É”, que estreou em 1950 no jornal “Última Hora”.

Frequentemente chamado de gênio, machista, misógino, reacionário e conservador, Nelson criou uma galeria de personagens ímpares. Em comemoração ao centenário de seu nascimento em 23 de agosto de 1912, o UOL listou dez tipos inesquecíveis criados pelo autor.

O corno

Presente em diversas de suas peças, esse tipo ganhou uma representação em “A Viúva Alegre”, parte da série “A Vida Como Ela É”. Representada na TV com Tony Ramos e Maitê Proença no elenco, a crônica narra a história de “seu” Neves. Chefe de uma repartição pública, casado por interesse com uma mulher que só o humilha, a história começa no dia da morte de um de seus funcionários. Neves vai ao velório oferecer sua solidariedade à bela viúva, mas acaba descobrindo que o funcionário morto era, na verdade, amante de sua mulher. Como vingança, acaba ficando com a viúva.

A adúltera

Uma das mais famosas adúlteras da literatura brasileira foi interpretada no cinema por um dos maiores símbolos sexuais do Brasil dos anos 1970. Sonia Braga deu vida à “Dama do Lotação”, uma mulher casada que, após ser estuprada pelo marido na noite núpcias, passa a rejeitá-lo. Para satisfazer seus desejos, no entanto, ela seduz homens desconhecidos dentro de ônibus urbanos (os chamados lotações).

O gay enrustido

Já na década de 1960, Nelson Rodrigues discutia com maestria um tema tabu ainda hoje na sociedade brasileira: a homossexualidade. “O Beijo no Asfalto” conta a história de Arandir, um homem casado que ao presenciar o atropelamento de um desconhecido beija-lhe a boca como último pedido. Um jornalista presencia o fato e dá ares de sensacionalismo à história ao insinuar que o protagonista e o morto eram amantes. Arandir acaba morto pelo próprio sogro, que era apaixonado pelo genro e se sentiu traído ao presenciar a insólita cena.

O jornalista

Ainda em “O Beijo no Asfalto”, Nelson Rodrigues discute com propriedade a questão da manipulação da notícia na imprensa. Profundo conhecedor do assunto, cria nessa peça a figura de Amado Ribeiro, um repórter sem escrúpulos que não hesita em forjar provas e arrancar à força testemunhos para condenar Arandir por um crime que ele nunca cometera.

O bicheiro

Esta figura típica da sociedade carioca foi retratada pelo escritor na peça “O Boca de Ouro”. Ela narra a história do personagem homônimo, uma figura popular, carismática e ao mesmo tempo temida pelo poder e influência que exerce em sua vizinhança. Nascido em uma pia de gafieira, o Boca tem uma obsessão com ouro e riqueza, por isso manda arrancar todos os dentes da boca e os substitui por próteses feitas do valioso metal.


A ninfeta

Outro personagem bastante presente às peças de Nelson Rodrigues é a adolescente sexy que se utiliza da sensualidade premeditadamente. Em “Diabólica”, o dramaturgo cria a figura de Dagmar, uma jovem que seduz o noivo da própria irmã. Enlouquecido, o ex-futuro cunhado acaba matando a menina.

A recalcada

Dentre as diversas representações exacerbadas dos defeitos e virtudes femininos, destaca-se na obra do autor a figura da mulher recalcada. Em geral ela tem inveja da beleza de suas amigas ou de sua felicidade conjugal. Em uma de suas crônicas, chamada “Marido Fiel”, Nelson retrata uma vizinha fofoqueira que planta na cabeça de sua “amiga” a dúvida quanto à fidelidade do marido, que ia todos os domingos “ver jogo do Flamengo no Maracanã”. Satisfeita ao constatar que as idas ao estádio eram uma mentira e ao ver a infelicidade da vizinha, Rosinha, a dedo-duro, acaba sendo atropelada por um lotação. O conto termina com a mulher traída agarrada ao corpo da moribunda gritando: “Bem feito! Quem mandou me abrir os olhos?!”

O “mártir”

Dono de um humor bastante peculiar, Nelson Rodrigues criou a figura do mártir, que é nada além do homem que se divide entre duas ou mais mulheres. “Mártir em Casa e na Rua” é uma de suas crônicas que mostra o personagem Durval, na TV interpretado por Antonio Calloni, tendo que atender aos caprichos da mulher e da amante. Como ambas exigiam que ele jantasse com elas, Durval passa a ter de comer duas vezes. Um dia, as duas preparam vatapá. Quando chega à casa da mulher e dá de cara com o prato, vai ao banheiro e se mata com um tiro no estômago. Antes, escreve no espelho a seguinte frase: “Morro porque não quero mais jantar duas vezes.”

A virtuosa

A pecha de machista adquirida pelo autor ao longo de sua vida se deve a personagens como Engraçadinha, do romance homônimo. Extremamente religiosa e guardiã feroz da virtude de sua filha, a protagonista da peça esconde um passado tenebroso, em que se apaixonara e engravidara, sem saber, do próprio irmão.

A família perfeita

Obcecado pela hipocrisia em torno das famílias cariocas de classe média dos anos 1950 e 1960, o autor criou uma de suas peças mais polêmicas. Com fortes tinturas psicológicas, “Álbum de Família” retrata um grupo familiar em que o incesto impera. O pai ama a filha, que ama o irmão, que ama a mãe, que ama outro filho, que por sua vez enlouquecera por ter transado com a própria mãe.
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MensagemAssunto: Re: espetáculos e grandes textos   Ter Jul 09, 2013 11:46 am

"Quase 

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

 
 
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 
 
 
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." 
(Sarah Westphal )
 



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